| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Anseriformes |
| Família: | Anatidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Anatinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. moschata |
O pato-do-mato é uma ave anseriforme da família Anatidae.
Foi domesticado pelos grupos indígenas da América do Sul por sua carne. É o ingrediente fundamental do prato paraense, o pato no tucupi, também de origem indígena.
Seu nome significa: de Cairina = do Cairo, originário desta cidade do Egito; e de moschatus, musky = almiscarado, almíscar. ⇒ “Anas facie nuda papillosa ” de Linnaeus (1746) (Cairina). ⇒ (Pato) almiscarado do Cairo.
O macho é quase o dobro do tamanho das fêmeas e jovens. Quando passam voando juntos, é possível distinguir os sexos no ar. Apresentam um comprimento de aproximadamente 85 centímetros, uma envergadura de 120 centímetros, um peso no macho de 2,2 quilos, sendo que a fêmea pesa aproximadamente a metade. Ao contrário dos exemplares domésticos, as aves selvagens têm o corpo todo negro, com uma área branca nas asas. Esse branco é invisível quando pousado mas, ao voar, fica nítido e é bastante extenso, aumentando com a idade, sendo uma pequena bola nas aves juvenis. Além do tamanho, os machos possuem outra característica exclusiva: a pele nua vermelha ao redor dos olhos, bem como uma carúncula da mesma cor acima da base do bico. Não emitem chamados em voo ou pousados, somente um sibilo agressivo nas disputas entre machos, produzido pelo ar expulso com força pela boca entreaberta. A batida de asas é relativamente lenta e produz um sibilar notável, quando passam próximo.
Alimentam-se de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanham pequenos invertebrados nessas filtragens.
Os ninhos são feitos em ocos de árvores, às vezes palmeiras mortas cujo interior está oco. Muitos são ninhos a 5 ou 6 metros de profundidade em relação à boca, localizados próximo à água ou na margem das matas próximas. O filhote sai do ninho logo depois do nascimento, sendo chamado pela pata, do lado de fora. A ninhada segue-a, caminhando para a água mais próxima e são todos negros, ao contrário das aves domésticas, as quais nascem manchadas de amarelo. O período reprodutivo vai de outubro a março.
Seus voos são matinais ou vespertinos, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dormem empoleirados nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessitam de um acesso livre de vegetação. Possuem unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirarem-se ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas. Vivem em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousam sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir.
Presentes em todo o Brasil, mas em menor número no leste e sul do País, em consequência da caça indiscriminada. Na América, são encontrados desde o México até a Argentina.